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    A educação não será prioridade no Governo Dilma.

    Durante entrevista à imprensa, a presidente eleita Dilma Rousseff enfatizou que as prioridades de seu governo serão: saúde, infraestrutura e combate à violência. Dessa forma, acabou deixando de lado a educação, considerando que esta já está muito bem encaminhada. Mais estranho ficou quando, no dia seguinte, a ONU divulgou os dados do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Segundo o instituto, o Brasil é um dos países mais ricos do mundo, porém está em 73° lugar no IDH.

    O principal ponto que deixou o Brasil tão abaixo do desempenho esperado foi exatamente o item desprezado pela futura presidente: a educação. O IDH mede o desenvolvimento e dá notas que variam entre 0 e 1. A média da América Latina foi de 0,704 e o Brasil ficou abaixo, com 0,699. Não bastasse isso, nosso país teve desempenho pior do que Panamá, Costa Rica, Trinidad e Tobago, entre outros países ditos subdesenvolvidos.

    A declaração de Dilma é perfeitamente questionável, afinal de onde vem os fundamentos para afirmar que a educação está muito bem encaminhada? Será que estamos falando sobre o mesmo país? Dilma está definindo nomes dos responsáveis por cada área de seu programa de governo e deve reconsiderar tal afirmação para que professores e alunos não sejam ainda mais prejudicados. Educação deve estar ao lado da saúde no que se refere às prioridades.

    O grande problema para o governo é que mexer na educação não rende tantos votos, afinal os eleitores de Dilma preferem viver do Bolsa Família. Quem sabe não seja esse também o motivo de a Revista Forbes apontar Dilma Rousseff como a 16ª pessoa mais influente do mundo, ficando inclusive à frente de Hillary Clinton e Nicolas Sarkozy. A influência, nesse caso, deve ser a do bolso e não a influência moral. Esse é o tipo de liderança que o Brasil não merece. Se o governo não priorizar a educação, será obrigado a criar 190 milhões de cartões do programa Bolsa Família, um para cada brasileiro. E viva o analfabetismo político!



    Categoria: Educação e Cultura
    Escrito por Prof. Celso Santos às 05h18
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    A tão sonhada Reforma Política.

    Com a eleição da primeira mulher Presidente da República Federativa do Brasil, volta à tona um assunto antigo, mas essencial para o desenvolvimento da democracia no país. Muito se tem falado ultimamente sobre a Reforma Política mas, até o momento, pouco ou nada tem sido realizado nesse sentido. Alguns temas recorrentes ao processo de reforma chegam a ser polêmicos e criam divergências entre situação de governo e oposição. Dois dos temas que mais criam embates são: A obrigatoriedade do voto e o voto proporcional para cargos legislativos.

    Sobre a obrigatoriedade do voto: Muitos se dizem contrários a esta prática com o argumento de que uma democracia pressupõe a liberdade de escolha também neste quesito, ou seja, liberdade de escolher votar ou não votar. Em contrapartida, o Deputado Federal Flávio Dino (PCdoB/MA) alega que a obrigação de votar cria no cidadão o compromisso com as escolhas e decisões da nação. O deputado acredita que os brasileiros precisam passar por um processo de conhecimento da democracia e a melhor maneira de passar pelo processo, segundo o parlamentar, é ter a responsabilidade imposta em detrimento à escolha de comprometer-se com o país, uma vez que, mesmo sendo obrigado a votar, o cidadão tem o direito de anular, ou ainda, votar em branco. De maneira particular acredito que o Brasil deveria adotar o voto facultativo, uma vez que o referido deputado esqueceu-se (ou fingiu esquecer) que existe também o chamado "voto de protesto" que acaba elegendo pessoas completamente despreparadas para qualquer cargo público, quiçá o cargo de Deputado Federal... leia-se Tiririca.

    O segundo ponto a ser abordado fala sobre o voto proporcional adotado nas eleições para os cargos de deputados e vereadores. Nesse caso, nosso voto acaba valendo por dois (um para o candidato e outro para o partido ou coligação), porém isso não representa vantagem alguma para nós eleitores. Os votos para deputado e vereador talvez sejam os mais difíceis, afinal temos que escolher um bom candidato que esteja em uma coligação que contenha muitos outros bons candidatos. O erro está na escolha: Já é provado que o brasileiro vota, na maioria das vezes na pessoa, deixando em segundo plano o partido político. Isso prejudica a democracia. Nas eleições do dia 3 de outubro deixei de votar no candidato a deputado federal que havia realizado um bom trabalho quando foi Presidente da Câmara Municipal, Sargento Ernaldo (PDT), motivo: coligação partidária desfavorável. Temendo que meu voto pudesse ajudar a eleger deputados dos quais não tenho nenhuma confiança optei por uma coligação mais conservadora, votei em Marcelo Ortiz (PV). Essas são algumas manobras a que devemos nos adaptar para fazermos o melhor para o Brasil.

    Os defensores do voto proporcional alegam que esta é a maneira mais justa de se escolher deputados que defendam uma minoria. O mesmo deputado Flávio Dino, defensor do voto obrigatório, disse ontem no programa Expressão Nacional (TV Câmara) que as classes menores só recebem apoio porque conseguem representações no Congresso por parte de deputados eleitos através do sistema proporcional. É o caso de deputados que representam uma pequena região. Estes não concorreriam de maneira igual com candidatos das grandes metrópoles. A diferença de votos seria imensamente desproporcional e teríamos apenas representantes das capitais.

    Porém como nem tudo está perdido, existe um meio termo para o polêmico tema do voto proporcional, trata-se do voto distrital, defendido pelo Deputado Federal Otávio Leite (PSDB/RJ). Ontem, também no programa Expressão Nacional, o tucano defendeu a divisão das regiões em pequenos distritos. Dessa forma o candidato precisaria concentrar-se apenas em uma determinada região e não precisaria se preocupar com todo o estado que irá representar. Ex: Distrito do Vale do Paraíba: os candidatos do Vale do Paraíba concorreriam somente entre si e teriam um número "x" de vagas garantidas (o número de vagas corresponde ao tamanho do distrito a ser representado). Esse sistema, caso venha a ser adotado, trará ainda a vantagem de exigir um orçamento menor de campanha, tendo em vista que um determinado candidato teria a preocupação com um número limitado de cidades e eleitores.

    Os dois temas aqui abordados são apenas uma pequena parcela de toda polêmica que envolve a Reforma Política. Esses assuntos precisam ser debatidos entre nossos representantes para que possam ser encontradas soluções. O fato é que o Brasil depende muito de uma reforma para que a democracia comece a dar bons frutos. Votar é muito importante, mas precisa ser feito de maneira consciente e sem obrigação, e precisamos ajustar a maneira de escolher nossos representantes, afinal queremos eleger aqueles em quem votamos e não simplesmente transferir nossos votos para outros, afinal sabe-se lá quem poderá ser eleito com essa forma estranha de democracia.

    Defendo o voto facultativo e a eleição legislativa através de voto distrital, precisamos acabar com a obrigatoriedade do voto e acabar também com o voto proporcional. E você? O que pensa sobre esses dois temas? Você é favorável à obrigatoriedade do voto? Considera correto o sistema de voto proporcional? Deixe seu comentário, vamos debater sobre o tema. Quais as vantagens e desvantagens para ambos os temas?



    Categoria: Política
    Escrito por Prof. Celso Santos às 12h06
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    Iom HaShoá - O dia da Memória!

    Chegou o dia da Memória. Dia de silêncio para o povo judeu, dia de reflexão para todo o planeta. Este ano ocorreu uma infeliz coincidência com relação à Memória das vítimas do Holocausto: o avião que transportava o presidente da Polônia, a primeira-dama e uma equipe com quase cem pessoas, caiu. Nenhum sobrevivente. Mais um motivo para prestarmos homenagens.

    Explicando o Dia em Memória das vítimas do Holocausto.

    Iom HaShoá, ou Dia da Memória ao Heroísmo e ao Holocausto, é um adição relativamente recente no Calendário Judaico. Suas formas de observância ainda estão evoluindo de várias maneiras distintas e pouca padronização sobre a melhorar maneira de marcar esta data. Em Israel,Iom HaShoá é um feriado oficial. Na Diáspora, cada vez mais judeus passam a observar este dia, como forma de aprofundar seus conhecimentos e sua conexão com esta tragédia.

    Em Israel Iom HaShoá começa no fim da tarde, conforme o Calendário Judaico. Por toda Israel, todos os lugares de entretenimento e diversão permanecem fechados, exceto os que promovem atividades especiais relacionadas ao Holocausto. No fim da tarde, sirenes são soadas por todo o país, e todos param por dois minutos de silêncio para reflexão.
    O Yad Vashem, o Museu e a organização nacional para pesquisa e educação sobre o Holocausto promovem diversos programas a cada ano. Geralmente, as escolas oferecem atividades especiais para seus alunos, sempre sobre temas relativos ao Holocausto.

    As cerimônias usualmente incluem atos de acendimento de velas em memória aos mortos, e palestras com sobreviventes. Algumas vezes, rezas também são recitadas em memória aos falecidos, além de poemas, textos e outras obras de vítimas do Holocausto são expostas. Freqüentemente os nomes de vítimas são lidos em voz alta, além de informações sobre as várias comunidades judaicas destruídas durante o Holocausto. O Yad Vashem possui projetos internacionais para cadastrar e homenagear todas as vítimas do Holocausto.

    O Levante do Gueto de Varsóvia.

    O Gueto de Varsóvia originalmente continha quase 450.000 pessoas. Em janeiro de 1943, esse número havia sido reduzido drasticamente para 37.000. O resto havia sido levado para o trabalho escravo ou para campos de extermínio. Rumores diziam que os alemães iriam acabar com o gueto, esvaziá-lo. Os habitantes que ainda viviam ali, famintos e enfraquecidos por doenças, resolveram lutar.

    Eles na verdade tinham se preparado para isso, e haviam convencido os alemães a deixá-los construir 631 abrigos anti-aéreos. Bombardeios aconteciam o tempo todo ao redor do gueto, e os alemães precisavam de seus trabalhadores escravos, então, para mantê-los a salvo dos bombardeios aliados, os alemães haviam permitido a construção dos abrigos. Agora, as pessoas usavam estes mesmos abrigos para lutar contra os alemães.


    Quando os alemães vieram para 'limpar' o gueto, para sua surpresa, encontraram resistência.


    Havia mais de mil combatentes, incluindo crianças. Usavam pistolas e coquetéis Molotov contra a artilharia nazista, e com sucesso expulsaram os alemães.


    Foi uma vitória curta. Os alemães voltaram pouco tempo depois. Desta vez trouxeram maior poder de fogo. Começaram a destruir prédios, pouco a pouco, derrubando tudo. Depois de cerca de um dia, invadiram o hospital, atirando em todos que estavam em suas camas e atearam fogo ao local. Gradualmente destruíram todo o gueto.


    Quando os nazistas atingiram os abrigos antiaéreos, fecharam suas saídas e jogaram gás, matando as pessoas que estavam dentro. Alguns combatentes escaparam para os esgotos, e então os alemães levantaram o nível das águas.


    Em cerca de três semanas, a batalha principal estava acabada.


    A maior parte dos judeus que ainda restava estava cercada, mas levou meses de perseguição pelas ruínas do gueto até que o levante foi finalmente eliminado.


    Apesar de o Levante do Gueto de Varsóvia não ter sido de fato muito bem sucedido, foi a primeira vez em toda a Europa ocupada pela Alemanha que houve alguma resistência organizada contra os nazistas. E isto serviu para incentivar a resistência em outros lugares. Depois disso, houve resistência judaica em vários lugares, inclusive em alguns campos.


    Enquanto o Gueto de Varsóvia lutava por sua sobrevivência, o mundo chamava outra conferência. Houve um encontro em Bermuda, e, novamente, nada foi feito para ajudar.



    Categoria: Educação e Cultura
    Escrito por Prof. Celso Santos às 21h36
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    Ser vítima ou fazer-se de vítima?

    O Brasil todo acompanha, através da TV, o embate entre homossexuais e heterossexuais. Seja pelo noticiário que traz estampado nos principais jornais a guerra travada no Senado Federal com a oposição de instituições de cunho religioso, seja pelo programa de maior audiência da Rede Globo, o Big Brother Brasil.

    O fato é que aqueles que se colocam como vítimas muitas vezes estão nessa condição porque entraram de cabeça, como se realmente o mundo conspirasse contra eles. Exemplos dessa condição de "vítima por escolha" podem ser notados no próprio programa de TV anunciado acima. Começando pelo pseudo-racismo: Uilian, o negro que foi eliminado, reclamava o tempo todo da loira Fernanda, de São José dos Campos (SP), simplesmente pelo fato de ela não ter afinidade com ele. Oras, desde quando uma pessoa é obrigada a ter afinidade com outra pelo fato de ser negra? Tenho muitos amigos, mas se um deles não se enquadrasse no perfil de "bom caráter" não seria difícil afastar-me dele, sendo branco, negro, ruivo ou amarelo, não importa, o que deve ser considerado é o que essa pessoa faz. A impressão é que Uilian gosta de pessoas fingidas, deveria aceitar a personalidade da Fernanda.

    Outra pseudo-vítima que surgiu no mesmo programa de TV é o Dicesar. Qual é o conceito de homofobia que ele tem? Parece-me que o tempo todo ele quer transmitir a mensagem de que é rejeitado e desrespeitado por Marcelo Dourado. Ok, vocês dirão que Dourado traz a Suástica tatuada em seu corpo. Para aqueles que conhecem a história deste símbolo não será difícil entender que, ao contrário do que muitos pensam, a Suástica não simboliza a supremacia de uma raça e sim a sorte e o sucesso (segundo a cultura europeia pré-cristã). Foi isso que estudei em meu segundo ano da faculdade de História. O fato de Adof Hitler ter adotado o símbolo não pode denegrir a imagem original, afinal raizes também devem ser respeitadas.

    Ainda sobre Marcelo Dourado: consideram-no homofóbico devido a uma de suas declarações: "No meu conceito homem é homem e mulher é mulher". Homofobia? Claro que não. Isso é opinião, e opinião deve ser respeitada. Homofobia é, segundo o Aurélio, aversão a pessoas homossexuais, ou seja, excluir, maltratar, agredir, matar. Quando foi que ele excluiu ou maltratou? Quando foi que agrediu ou matou?

    Pontos que não são considerados pelas pessoas que se fazem de vítimas: Poderíamos então dizer que Dicesar é heterofóbico. Já que é pra apelar, vamos fazer valer nossos "direitos". Dicesar, certa vez disse ao apresentador Pedro Bial que "todo homem tem uma diva escondida dentro de si." Convenhamos, se também nos colocarmos como vítimas diremos que isso é um desrespeito para com os heterossexuais. Já que não querem ouvir bazófias, que não sejam os primeiros a proferí-las. Analisando nas entrelinhas, o julgamento justo seria este.

    Para situar os leitores: O Projeto de Lei que tramita no Senado Federal proíbe qualquer citação que possa ser interpretada como preconceituosa, ou seja, a ditadura está aí novamente, sejamos hipócritas ou mereceremos a cadeia.

    Quero encerrar com a observação feita pelo Pr. Silas Malafaia, no Programa do Ratinho: "Entenda, se no pátio de minha igreja estiver um casal de namorados (homem e mulher) se beijando e se amassando eu tenho o direito de repreender e dizer que o local é inapropriado para tais atitudes, porém se ao invés de um casal convencional eu me deparar com dois homens se agarrando, já não poderia dizer nada porque poderia parar na cadeia."

    Esses são os absurdos das leis brasileiras que permitem matar, roubar e estuprar, mas não permitem emitir opiniões em favor da família. A família verdadeira é constituída de um homem e uma mulher para poderem gerar filhos.

    Posso ter falado demais, mas não poderia calar-me diante de tais atrocidades. Espero, assim como os cidadãos de bem, que tal lei não seja aprovada, porque isso representaria retrocesso.



    Categoria: Educação e Cultura
    Escrito por Prof. Celso Santos às 23h00
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    Escritores da Liberdade.

    Um filme baseado em fatos reais que conta a história de uma professora que se vê na complicada situação de educar uma classe rejeitada pelos demais professores daquela instituição. São alunos que estão à margem da sociedade, unindo-se às gangues de bairros. Cada qual na intenção de defender "os seus", independente de quem esteja certo.

    Os alunos são completamente preconceituosos: "Por que devo respeitá-la? Só pelo fato de ser professora?"

    "O que você faz não vai mudar a minha vida"...

    A Sra. G, como é chamada por seus alunos, inquieta, começa a mexer no cerne do problema e percebe que cada aluno tem sua história de vida sofrida, de rejeição e carência afetiva.

    Diante disso a Sra. G oferece, sem nenhum apoio da direção do colégio, algo que eles jamais imaginariam que poderiam ganhar: A dignidade!

    Através do incentivo à leitura do livro O diário de Anne Frank a professora propõe que cada aluno coloque no papel suas maiores indagações e seus sonhos.

    Através de passeios ao museu e, principalmente, do incentivo à leitura, essas pessoas, agora com a esperança renovada, começam a mudar suas atitudes: aquele que abandonara a casa, retorna. Aquela que testemunhara em falso no depoimento, diz a verdade no tribunal.

    O diário de Anne Frank é um livro que conta a real história da garotinha de origem judia que recebe o apoio de uma austríaca para proteger-se dos algozes da Segunda Guerra Mundial. A classe 203 prepara eventos para poder trazer a autora do livro para uma palestra... conseguem!

    Diante da autora, já idosa, os alunos se emocionam, e um deles diz: "Eu jamais imaginei conhecer uma pessoa tão boa! Você é minha heroína!" A autora responde: "Vocês são herois! Vocês acreditaram que a vida pode ser diferente daquilo que a sociedade impõe."

    Um filme impactante que mostra que tudo pode ser mudado quando a pessoa acredita e luta por um ideal.



    Categoria: Filmes
    Escrito por Prof. Celso Santos às 19h55
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    Meus heróis morreram de overdose!

    Hoje pela manhã recebi um e-mail que automaticamente me remeteu à canção Ideologia, escrita por Cazuza e Frejat.  O e-mail que recebi falava exatamente sobre o primeiro cantor citado. O título chamou minha atenção: Cazuza, um idiota morto. Recebendo essa mensagem percebo que não estou sozinho em minha linha de raciocínio. Isso mesmo, nunca o considerei um ídolo, mesmo antes de ler o tal texto, por uma razão muito simples: O ídolo não pode ser criado do nada, precisa ser uma referência, precisa ser um lutador, alguém que mude as circunstâncias (para melhor, obviamente). O que podemos extrair de positivo na biografia do tal artista? Por acaso engajou-se em alguma causa política de grande repercussão?

    Quando assisti ao filme Cazuza - O tempo não para fiquei durante muito tempo refletindo e tentando entender uma questão: O que leva grandes profissionais, como Sandra Werneck e Walter Carvalho, a escolherem a biografia de um cantorzinho mimado e rebelde sem causa, além de traficante, para rodar nas telonas? Cheguei à conclusão mais óbvia: O Ibope! Sempre ele! Claro, ser normal não dá Ibope.

    Partindo do pressuposto que diz que "ser normal não dá Ibope" poderíamos pensar em pessoas "anormais" que realmente merecem ser lembradas por suas ações heróicas, faço questão de listar algumas delas: Hebert de Souza (Betinho), Henfil, Vladimir Herzog, Missionária Dorothy Stang, entre tantos outros.

    Cazuza foi um filhinho de mamãe que sempre teve tudo nas mãos, nunca soube (ou não quis saber) diferenciar o certo do errado. Sua mãe, Lucinha, sempre viveu para satisfazer suas vontades e loucuras, fossem elas lícitas ou ilícitas.
    Não cabe aqui julgar os motivos que levaram a mãe dele a agir da maneira que agiu, omitindo seus crimes, como por exemplo quando aceitou que seu filho escondesse grande quantidade de drogas em sua casa. Drogas vindas da Inglaterra e em grande quantidade, conforme relatado no livro que escreveu em homenagem ao "ídolo dos rebeldes sem-causas". Fatos confirmados pela justiça brasileira.
    Certa vez, o juiz Siro Darlan disse que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Mar é que um nasceu na zona sul e o outro não.

    Cabe ao blog, e consequentemente aos leitores, analisar, refletir e questionar sobre os verdadeiros valores que devem levar uma pessoa a ser considerada como ícone de uma nação tão necessitada de grandes heróis.

    Deixe seu comentário:
    Qual a sua opinião sobre o texto? O Brasil, de uma forma geral, não sabe reconhecer os verdadeiros ídolos? Quem são as pessoas que merecem o reconhecimento? Cite nomes.

    Ideologia, será que realmente queremos uma pra viver?

     



    Categoria: Educação e Cultura
    Escrito por Prof. Celso Santos às 13h40
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    Com o fim da crise Gerdau investirá no Brasil.

    O jornal O Estado de São Paulo, em sua edição de domingo (29/11/2009), publicou uma entrevista realizada com André Gerdau Johannpeter, presidente do Grupo Gerdau desde janeiro de 2007. Um ano e nove meses após assumir a presidência ocorreu a crise econômica internacional. Nessa época o mundo parou de comprar aço, e André viu-se obrigado a lidar com demissões e fechamento de fábricas, mesmo assim afirma que a Gerdau não encolheu com a crise, apenas adequou-se a ela.

    Passada a crise, o Grupo Gerdau anunciou o investimento de R$ 9,5 bi, sendo que 80% dessa verba seria destinada ao Brasil. Com isso a Gerdau pretende ampliar sua atuação no mercado nacional e entrar em um novo ramo de atividade: Produção de chapas grossas.

    Outro objetivo da Gerdau, segundo a entrevista, é investir na Índia. André vê a Índia como porta de entrada para a Ásia, além de considerar a Índia como um país de mercado promissor. O foco principal da empresa passa a ser o mercado estrangeiro, para continuar alimentando o mercado nacional. A China seria o principal país para o investimento, porém não foi possível solidificar alianças com parceiros confiáveis. Outro fator negativo encontrado na China é o fato de a indústria siderúrgica não aceitar nenhum estrangeiro como controlador de empresas, o que não tira a China da lista de países a receberem investimentos, mas adia o início das transações.

    Questionado sobre o motivo para que a empresa não invista nos Estados Unidos, André responde que o fator principal é a baixa produção naquele país atualmente. Além disso, os Estados Unidos já têm uma economia solidificada, ou seja, não há muito crescimento. Já os países em desenvolvimento precisam investir em empregos para gerar riquezas em curto espaço de tempo. Isso facilita os acordos entre empresas e governantes no que se refere a impostos e taxas.



    Escrito por Prof. Celso Santos às 20h05
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    Congresso pode aprovar o Vale Cultura.

    Uma boa notícia para quem tem sede de cultura. O governo vai enviar em breve ao Congresso, um projeto de lei que cria o Vale-Cultura.

    A proposta prevê que o trabalhador receba um vale de R$ 50 mensalmente, para gastar em teatro, cinema, shows e CD’s. Desse total, 20% serão pagos pelo trabalhador (R$ 10) e o restante será dividido entre a empresa e o governo por meio de um sistema de dedução semelhante ao do vale-refeição.

    Segundo o ministro da cultura, Juca Ferreira, diversos segmentos da sociedade se posicionaram de maneira "absolutamente favorável” sobre a criação do Vale-Cultura. Algumas centrais sindicais, inclusive, estão dispostas a incluir o benefício nos acordos coletivos.

    Para Juca, este será um estímulo à inclusão cultural. Os números no Brasil são muito ruins. Só 17% dos brasileiros compram livros, 5% deles, alguma vez na vida, entraram num museu. Não chega a 20% o índice dos que vão a espetáculos de dança ou teatro e só 13% frequentam cinemas.



    Escrito por Prof. Celso Santos às 00h02
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    Assassinatos na Academia Brasileira de Letras - Jô Soares.

    Em 1924, o Rio de Janeiro abria o cassino do Copacabana Palace, chamava pela primeira vez de Visconde de Pirajá a principal rua de Ipanema, e começava a namorar o glamour da vocação praieira que seria seu futuro. A vida de charme pensante ficava em outro bairro. Era no centro da cidade, mais ou menos no trecho entre o Café Papagaio, na rua Gonçalves Dias, e o Café Lamas, no largo do Machado, que circulava a nata da intelectualidade - ou pelo menos a parte da nata que consegue sobreviver ao serial killer que Jô Soares solta naquele ano, o exterminador de intelectuais de Assassinatos na Academia Brasileira de Letras.

    De início há a suspeita de um notório serial killer literário que ameaça a vida dos imortais da Academia. De fato, o assassinato de dois escritores em circustâncias pouco conhecidas colocam o detetive Machado Machado e seu colega legista Gilberto de Penna-Monteiro numa busca do asssassino bem como seus métodos obscuros de envenenamento.

    Jô utiliza-se do humor e da intertextualidade da sua obra com a própria Academia de Letras; inicialmente a brincadeira se dá pelo nome do personagem principal Machado Machado, que recebeu seu nome em homenagem ao escritor preferido de seu pai, e mais tarde o seu próprio, Machado de Assis. E, como seu pai chamava-se Rubino Machado, seu filho herdou-lhe o sobrenome. Outro traço do humor leve de Jô se dá pelo gosto literário do detetive; em toda a obra há cenas de surpresa e ironias dos personagens surpresos com o conhecimento de "um simples detetive" que cita quase literalmete o Presidente Perpétuo da Academia, Machado de Assis.

    Ao longo do enredo, Jô Soares revela um clima de corrupção entre os membros da Academia Brasileira de Letras, como o próprio senador Belizário Bezerra, que apenas por sua reputação, enquanto dono de terras e envergadura moral, viria a ser um imortal. O livro conta com um linguajar que até lembra um pouco o romantismo, levando em consideração a vasta qualidade do texto do autor e a eficiente minúcia na hora de descrever os mais diversos atos corriqueiros que aparecem na trama.



    Escrito por Prof. Celso Santos às 18h55
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    BB paga 4,2 bi por 49,9% do Banco Votorantim.

    O Jornal Folha de São Paulo em sua edição de sábado (10/01/2009) publicou a matéria que corre em todos os principais jornais do país: A compra de 49,9% dos ativos do Banco Votorantim pelo Banco do Brasil.

    A princípio seria apenas mais uma notícia sobre a fusão de grandes bancos na luta pela liderança no mercado nacional mas... não é somente isso! O banco da família Ermírio de Moraes continuará sendo empresa privada. Estranho mas o motivo da não-estatização do banco deve-se à diferença de 0,02% das ações. A gestão do banco será compartilhada e todas as decisões terão de ser tomadas em conjunto. É estranho como uma mísera parcela de 0,02% pode interferir num governo. O Banco do Brasil não terá o controle acionário da instituição "adquirida."

    O mundo assiste a ações agressivas de governos em socorro do sistema financeiro, inclusive com participação acionária. Mas o uso de dinheiro público nessas operações deve ser feito dentro de parâmetros de razoabilidade e com transparência total, afinal é o seu, é o meu, é o nosso dinheiro que está em uso e não pode beneficiar este ou aquele de maneira isolada. Existe a necessidade de encontrar um equilíbrio em que toda sociedade, ou pelo menos a grande maioria dela, seja beneficiada.

    O presidente do Banco do Brasil, Antônio Francisco de Lima Neto, afirma que o negócio é interessante porque fortalece a carteira de financiamento de veículos. Quanto a isso não há dúvidas, afinal o Votorantim possui uma carteira de crédito que soma R$ 21,7 bi, sendo R$ 16,8 bi em veículos. Mesmo assim, falta explicar o uso de tamanha fatia de recursos públicos num momento em que eles são demandados  por outros setores igualmente afetados pela crise.

    Será que alguma ameaça pairava sobre o banco privado? Será que essa ameaça comprometeria o sistema de pagamentos brasileiro? O certo é que não existia outros bancos privados interessados na aquisição. O Bradesco, hoje terceiro na lista dos grandes, tem a intenção de comprar o Cit Bank e/ou HSBC, acontece que os dois grandes bancos não querem e não podem perder o mercado brasileiro pois correriam o risco de ter de voltar atrás numa possível transação. Acontece que o Bradesco nunca cogitou fazer uma fusão com o Votorantim. Diante de tudo isso só resta uma certeza: O governo deve explicações à sociedade brasileira. Estamos de olho!



    Escrito por Prof. Celso Santos às 15h53
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    A cabeça do brasileiro.

    Você já ouviu falar em Cildo Meireles? Conhece alguma de suas obras? Não?! Calma, calma... a culpa não é tão completamente sua. A culpa pode ser da infeliz colonização portuguesa. Não entendeu? Vou explicar!

    Semana passada vi no Jornal da Globo uma reportagem que fez sentir-me indignado com o que constatou o próprio artista plástico.

    Cildo Meireles nasceu em 1948 no Rio de Janeiro, onde vive até hoje. Durante os anos 70 e 80 Cildo Meireles arquitetou uma série de trabalhos que faziam uma severa crítica à ditadura militar. Uma de suas principais obras é: Monumento ao preso político ou Introdução a uma nova crítica, que consiste em uma tenda sob a qual se encontra uma cadeira comum forrada com pontas de prego. Trata-se de trabalhos de cunho político do artista em que a questão política sempre vem acompanhada da investigação da linguagem.

    A minha indignação vem do fato de Cildo Meireles caminhar tranquilamente pelas ruas do Rio sem ser reconhecido, sem ser reverenciado por ser um dos grandes heróis que lutaram contra a Ditadura Militar... é... a cabeça do brasileiro infelizmente está preparada para reverenciar "Mc's Créus" e "Mulheres Melâncias" (não como regra geral, obviamente), enquanto isso os herois vão morrendo no anonimato... por falar nisso há muito tempo não fico sabendo sobre homenagens ao "irmão do Henfil", sim, parece que já esqueceram o nosso Betinho também.

    A cultura portuguesa, segundo o próprio Cildo, na época da colonização não tinha a mente aberta para conhecer e entender a arte. Se fôssemos colonizados por espanhois, talvez nós (artistas, amantes das artes e até mesmo escritores), teríamos o reconhecimento pela visão global e por importantes trabalhos realizados. No entanto carregamos a cruz da colonização portuguesa.

    Bom, já que não estamos preparados para reconhecer herois, pelo menos os europeus (ah, eles sim) fazem o que deveria ser feito por nós, brasileiros. Cildo Meireles ganhou, em 2008, o Prêmio Velázquez de Las Artes Plásticas, concedido pelo Ministerio de Cultura da Espanha e, em Londres, está com Mostra na Tate Gallery, onde estão expostas, até o fim deste mês, obras e instalações com caráter político.

    Detalhe: em Londres, durante a reportagem, foi parado diversas vezes nas ruas por pessoas que diziam admirar seus belos e importantes trabalhos artísticos.

    Enquanto isso, no Brasil: "Créu, créu, créu", ora pois!



    Escrito por Prof. Celso Santos às 18h42
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    Entra em vigor a Reforma Ortográfica.

    A notícia a seguir foi retirada na íntegra do Jornal Folha de São Paulo e seus créditos estão no final desta postagem. Vale lembrar que a Reforma é ortográfica, ou seja, diferenças somente na escrita, não há alterações na pronúncia. Boa leitura!

    Dúvidas poderão ser tiradas através do link Reforma Ortográfica - Folha Online que consta entre meus favoritos na lista ao lado.

    As novas regras da língua portuguesa começam a vigorar em janeiro de 2009. Mudanças incluem fim do trema e devem mudar entre 0,5% e 2% do vocabulário brasileiro. Veja abaixo quais são as mudanças.

    HÍFEN
    Não se usará mais:
    1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra", "infrassom". Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r -ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "super-revista"
    2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial", "autoestrada"

    TREMA
    Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados

    ACENTO DIFERENCIAL
    Não se usará mais para diferenciar:
    1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)
    2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o artigo)
    3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")
    4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artigo)
    5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e "pera" (preposição arcaica)

    ALFABETO
    Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"

    ACENTO CIRCUNFLEXO
    Não se usará mais:
    1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem"
    2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo"

    ACENTO AGUDO
    Não se usará mais:
    1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia"
    2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca"
    3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem

    GRAFIA
    No português lusitano:
    1. desaparecerão o "c" e o "p" de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como "acção", "acto", "adopção", "óptimo" -que se tornam "ação", "ato", "adoção" e "ótimo" assim como no Brasil.

    Para entender melhor, assista ao vídeo:

    Fonte de Pesquisa: Jornal Folha de São Paulo (01/01/2009).
    Vídeo: Youtube.



    Escrito por Prof. Celso Santos às 09h15
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    A crise em 2008 e o Presidente Lula.

    "A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou a última sessão de 2008 com valorização, num dia em que os fundos de investimentos aproveitaram a influência externa positiva e o baixo volume de negócios para tentar reduzir as perdas acumuladas no ano." (MSN Notícias, 31/12/2008).

    Segundo a notícia publicada pelo site MSN, 2008 foi um dos piores anos da Bolsa de Valores de São Paulo. Lembro-me que entre o final de 2007 e o início de 2008 a Bovespa chegou a bater recordes em cima de recordes. Chegou a atingir a casa dos 70.000 pontos, porém fechou o ano em queda assustadora, atingindo 37.552 pontos.

    Existe algo mais assustador que isso? Sim, existe. É estranho como o presidente Lula desdenha a tal crise mundial. "Se você tem dinheiro, gaste!" Ótimo... o problema é, senhor presidente, que o povo não tem dinheiro. Com o salário mínimo a R$ 415,00 o que é que o senhor deseja que o povo compre? Cachaça? Não, não... o álcool será substituído... compre mamona.

    Quando perguntado sobre a crise americana, mais uma vez Lula mostrou-se desdenhoso e alheio aos reais problemas mundiais. Sempre com a grotesca ironia, Vossa Excelência (se assim podemos chamá-lo) respondeu aos repórteres: "Crise americana? Não sei, pergunte ao Bush." Podemos ver o compromisso que o "excelentíssimo" tem para com a nação brasileira: Nenhum. - Pergunte a ele sobre a contratação de Ronaldo Fenômeno pelo Corinthians... ahh.. aí sim você obterá uma resposta...

    Tais atitudes de um Chefe de Estado chegam a causar revoltas até mesmo em não-brasileiros. É o caso de Ingrid Betancourt que, ao contrário do que o presidente disse, afirmou que as FARC são sim terroristas... ahhh, como foi lastimoso ver a "cara de tacho" de um presidente omisso e incompetente. Cheguei a ter vergonha de ser brasileiro naquele momento.

    Quem sabe um dia iremos aprender a eleger pessoas capacitadas e não simplesmente votar naquele em quem temos pena. Nesse caso deveríamos ter pena da nação, que sofre todas as conseqüências de uma escolha equivocada.



    Escrito por Prof. Celso Santos às 03h14
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    Ensaio sobre a cegueira - José Saramago.

    O romance, publicado em 1995, aborda a emergência de uma inédita praga de uma repentina cegueira abatendo uma cidade não identificada, inexplicável e incurável. Tal "cegueira branca" - assim nomeada pois as pessoas infectadas percebem em seus olhos nada mais que uma superfície leitosa - manifesta-se primeiramente em um homem sentado no trânsito e, lentamente, se espalha pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos, pela obscuridade, a meros seres lutando por seus instintos. À medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena, em condições desumanas, e os serviços estatais começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afetada pela doença que cega todos os outros.

    O romance nos mostra o desmoronar completo da sociedade que, por causa da cegueira, perde tudo aquilo que considera como civilização e, (tal como em A Peste, de Albert Camus) mais que comentar as facetas básicas da natureza humana à medida que elas emergem numa crise de epidemia, Ensaio sobre a cegueira mostra a profunda humanidade dos que são obrigados a confiar uns nos outros quando os seus sentidos físicos os deixam. O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais, e a história torna-se não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas, mas também das suas vidas espirituais e da dignidade que tentam manter. Mais do que olhar, importa reparar no outro. Só dessa forma o homem se humaniza novamente.

    "Por que foi que cegamos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão. Queres que te diga o que penso? Diz! Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem."
    Na contracapa: "Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara."



    Escrito por Prof. Celso Santos às 11h56
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    Amor Líquido - Zygmunt Bauman.

    O livro destaca a diferente visão que a globalização dá ao tema que interessa a todos os viventes, o amor.

    Entre outros assuntos, o sociólogo polonês alerta sobre o relacionamento interpessoal que passa por mudanças oriundas da globalização contemporânea. A rapidez exigida pela internet, a liquidez dos relacionamentos (liquidez traduzida como relacionamentos descartáveis).

    Assim como no universo da economia e da política, o vínculo entre as pessoas carece da garantia de permanência. Segundo Bauman, os relacionamentos são os grandes responsáveis pelo boom do aconselhamento e de todas as formas de terapia que invadem as seções de jornais e revistas. Afinal todos querem amar e não há dúvidas que amar é difícil, porém a subjetividade dos "líquidos modernos" tende a buscar um amor sem compromisso, ou seja, valorizando o ganho e deixando de lado o sacrifício.

    Não há dúvidas sobre a intenção do autor: Resgatar o amor comprometido. Reviver os bons tempos em que muitos casamentos chegavam aos 50, 60 e, porque não, 70 anos.

    Na questão política Bauman enfatiza diversas atitudes "humanas" que contribuem para a grande diferença social existente em todo o mundo, afinal apostar em soluções individuais para problemas coletivos seria a maior ilusão. Todos são convocados a dar sua contribuição, mas de maneira nenhuma isso deve ser interpretado como atitude individual. O todo só fará diferença se as ações forem coletivas.



    Escrito por Prof. Celso Santos às 14h47
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